Editora Mensagem - Luanda

Não existe em lado nenhum do Mundo - Futuro... sem Educação!

Entidades do Estado Angolano

Carta ao Senhor Presidente da República de Angola, aos Ministérios da Educação e da Indústria -

Com conhecimento ao INIDE, Conceitos e Ideias, Lda e à Editora das Letras.

Porque não posso desistir da luta pela verdade da educação em Angola - Insisto e persisto nesta luta pelas seguintes e indeclináveis razões:

Eu, fui para Angola livre e independente em 1994, a convite de um eminente académico e político e nacionalista angolano, que faleceu na ONU, ao serviço da República de Angola… e que foi o primeiro Reitor da Universidade Agostinho Neto, o Dr. João Filipe Martins.

1 - Quando cheguei a Luanda em 1994, assisti a uma das consequências da herança colonial fascista, que deixou 94% de analfabetos em Angola… ver o crime da insensatez e ignorância, através dos livros (alguns deles autênticas obras importantes e únicas perdidas) desviados aos milhares das bibliotecas e entidades públicas de vária ordem… a serem utilizados nas ruas…

Não para ler ou recuperar o atraso deixado pelo colonialismo no povo… mas para arrancarem as páginas de obras literárias importantes, para embrulharem a ginguba torrada, vendida nas ruas de Luanda e noutras cidades de Angola.

2 - Pela minha função profissional como editor e livreiro, tive a possibilidade de conhecer: Deputados, Ministros, Secretários de Estado, Directores Gerais… etc. Até mesmo o Senhor Ex.Presidente da República.

3 - Por estas e outras razões, conheço bem por dentro o processo dos livros escolares… Não só do ensino primário, mas também do ensino geral, primeiro e segundo ciclo… e tudo o que se passou e se passa, em prejuízo do ensino universal e gratuito para todos… que mais não foi, que um processo engendrado de muitas personalidades do poder que enriqueceram à custa do Estado Angolano e do sacrifício da aprendizagem do conhecimento indispensável de milhões de crianças.

4 - Volto afirmar… e agora sem condicionantes… Eu em nome da Editora Mensagem… estou disposto a abdicar dos valores acumulados referentes a direitos de autor que nos são legalmente devidos… Esta proposta foi já antes publicamente colocada por mim em 2016… só que na altura eu, colocava esta questão… desde que as editoras concorrentes… para mais sendo estrangeiras e ricas, estivessem dispostas a fazer o mesmo que a Editora Mensagem… ajudar o Estado Angolano na altura de uma aguda crise económica no país, provocada pela queda abrupta dos preços do petróleo no mercado internacional.

5 - Estou disposto aceitar receber apenas... e só, o pagamento dos valores ainda em dívida, pelos fornecimentos de livros para o primeiro ciclo, feitos em 2012 ao Ministério da Educação e endossados à Editora das Letras de Luanda… que não honrou os compromissos assumidos perante o anterior Ministro da Educação e o Director Geral do INIDE, o Dr. David Leonardo Chivela e um pagamento injustificado feito por nós à empresa Conceitos e Ideias, Lda… que funcionava… e não se sabe agora aonde… no INIDE-ME… por extorsão e pressão política, para afinal… alimentarem a corrupção feita a partir da super estrutura de dois Ministérios.

6 - Porque não vou desistir enquanto não me pagarem?

Porque os dois testas de ferro estrangeiros recrutados por Ex. Mº. e , que são a parte dirigente ainda visível da corrupção dos livros escolares e do assalto às estruturas, editoriais, produtivas e distributivas do Ministério da Educação em Angola… se acham protegidos e imunes a todas as denúncias… e mantém mesmo um sorriso de escárnio… pondo assim em causa as palavras e a boa fé do Senhor Presidente da República, sobre a verdade da luta contra a corrupção em Angola… bem como a de outros dirigentes… que passam a vida a falar sobre a moralização do Estado Angolano… e que este exemplo dos mercenários dos livros, desmente!

Em que ficamos?

Vou esperar por uma resposta que não tem de ser pública.

Se assim não for… a luta pela verdade e pela moralização - Continua!

Nota: Ginguba… amendoím.

Editora Mensagem - Luanda António Jorge - editor e livreiro em Angola