Editora Mensagem - Luanda

Não existe em lado nenhum do Mundo - Futuro... sem Educação!

Por onde anda o dinheiro do Estado angolano, destinado aos livros escolares do ensino primário?

Por onde anda o dinheiro do Estado angolano pago... sob a falsa produção de livros escolares para os alunos do ensino primário e pré-primário... e do Ensino Universal e Gratuito para Todos...

Mentirosos!

- Este Resort-Hotel com Marina, num país da América Latina... é propriedade de um Ex.Ministro da!

Isto é apenas um pequeno valor dos seus tantos bens acumulados... dentro e fora de Angola.... dos muitos valores ilícitos conseguidos como Ministro... e como não tem medo da apregoada luta contra a corrupção em Angola.

- Desafia... e vive sem medo em Luanda... por sinal numa vivenda... que era uma escola do ensino especial do Ministério da Educação!

António Jorge

O Jogo da Corrupção - Para jogar em quinze lances!

 

VAMOS DESCOBRIR ANGOLA E Ajudar o Senhor PR a Descobrir a corrupção Escolar!

Em que mês e em que ano - foi publicado o Despacho do Governo Angolano, para a execução gráfica obrigatória em Angola, dos livros escolares para o ensino primário e pré-primário?

1 - Quantos alunos abrangia o sistema de ensino obrigatório universal e gratuito para todos? 4, 5 ou 6 milhões de alunos?

2 - Quantos manuais por classe: 8, 9 ou 10?

3 - Quantos milhões de livros ano, no total: primária e pré-primária?

4 - A gráfica doada pela cooperação espanhola ao Ministério da Educação de Angola, junto à Escola Canina, Quem a explora desde 2009?

5 - A fábrica de material didáctico do Estado, a EMATEBE em Benguela quem a usurpou?

6 - Como se chama e onde funcionava a empresa privada ilegal criada para gerir os… rios de dinheiro da corrupção do Estado dos livros escolares, pagos pelo Estado… e não feitos - Supostamente criada para pagar às gráficas e às editoras?

7 - Quem são os donos da Editora das Letras, na Sagrada Família, criada pelos interesses… e pelo dinheiro da corrupção?

8 - Quem era em 2009 o Ministro da Educação de Angola?

9 - Quem era o Ministro da Indústria de Angola?

10 - Quem era o Director Geral do INIDE? E ainda…

11 - Quem era o Ministro da Educação que vive num edifício tipo vivenda, que era uma Escola do Ensino Oficial do Estado?

12 - Quem é o Ministro da Educação que alienou e criou para outros… um dos maiores colégios privados de Angola, num Edificio que foi a sala de visitas do Ministério da Educação?

13 - Quem era o Ministro da Educação que tem uma Universidade privada, onde era uma escola primária?

14 - Quem foi o Ministro que estava ligado ao burlão brasileiro do projecto de casas e vivendas em Angola, com anúncios enganosos feitos com a utilização do Pelé… que lesou os angolanos em mais de 400 milhões de dólares?

15 - Quem era o Ministro da Educação e da Cultura de Angola, que mandou demolir no ano 2000, o maior monumento da memória viva da escravatura em Angola - O Palácio Dona Ana Joaquina em Luanda no Bungo?

QUEM ACERTAR NA TOTALIDADE DAS RESPOSTAS - TEM DIREITO A EXIGIR DO PR DE ANGOLA - QUE ASSUMA MESMO O COMBATE À CORRUPÇÃO EM ANGOLA, COM A MESMA DETERMINAÇÃO E CORAGEM COM QUE PUBLICOU O IMPOSTO DO VALOR ACRESCENTADO - O IVA, CONTRA A VONTADE... E PARA DESGRAÇA DO POVO!

António Jorge - editor e livreiro em Angola

Os métodos da assimilação forçada!

 

Em Angola onde eu vivi 24 anos, e ainda sou editor e livreiro, tive a oportunidade de constatar, que a língua portuguesa, adoptada por razões de unidade nacional, como idioma oficial da República de Angola - aprovada na fase subsequente à independência, devido à própria história de Angola... que é uma invenção colonial portuguesa, que antes combateu e dividiu reinos e os juntou de novo... para os explorar.

Apesar de todas ou quase todas as línguas maternas de Angola, terem origens banto... elas manifestam diferenças em função dos povos e região, dos antigos reinos com a sua própria cultura antropológica e história.

O pretexto de optar pela língua portuguesa, após a Independência foi a de superar as questões de natureza étnica entre os povos que compõe Angola de Cabinda ao Cunene e do Leste ao Oeste... e de impedir... o desenvolvimento do tribalismo, estava certo este conceito... tendo em conta o contexto do resgatar da dignidade de todos os povos e garantir a unidade territorial nacional.

Por outro lado, era importante superar questões mais delicadas herdados dp passado, dos relacionados com contenciosos entre si, dos movimentos de libertação, durante a luta de libertação nacional, e pelas disputas do poder entre os três movimentos em fase de pré-independência; MPLA, nascido em Luanda... no eixo entre Luanda e Malange... no antigo reino do Ndongo... onde mais intenso e secular, foi o contacto e assimilação dos povos nativos com o ocupante colonizador vindo do Norte... da Europa.

Os Bakongos de língua Kikongo do antigo reino do Kongo e Os Ovimbundu... do Planalto... Huambo e do Reino de Benguela.

- Porém... e passados 44 anos da data da Independência de Angola, a maioria do povo angolano, apesar da forte assimilação e da força das elites assimiladas no poder há 30 anos... os falantes das línguas maternas dos vários povos de Angola... apesar da urbanização, realizada pela fuga à guerra e á fome de milhões de pessoas que aportaram Luanda, centro Norte e Benguela no Centro Sul... continuam marginalizadas em todo o território nacional, sem acesso ao ensino; sem escolas e sem professores em línguas nacionais... apesar do compromisso assumido em 2000 por Angola na ONU, no âmbito do Programa do PNUD do Millénnio.

A propaganda sobre o Ensino universal e gratuito para todos, é uma falácia inventada pelos assimilados do poder... para através de dois Ministérios, sangrarem mais profundamente o Estado Angolano em centenas de milhões em nome das crianças das escolas que ensinam em português, nas principais cidades, e pela exclusão dos nascidos no ambiente das culturas maternas de todo o país.

Assim... Não se ensinando os milhões de filhos do povo, que estão fora do sistema de ensino... entre outras razões... por não entenderem o português, e nomeadamente por falta de escolas e professores... estes passam a ser estrangeiros no seu próprio país... Angola continua adiada e afastada dos caminhos do desenvolvimento e da felicidade do seu povo.

Como é possível separar o poder das elites assimiladas do poder... ao estabelecerem e consagrarem na Constituição da República de Angola, a língua portuguesa... exclusivamente... em vez de considerarem Angola um país de idioma bilingue... com o idioma português com âmbito nacional, e as línguas maternas nacionais, em função da sua região de origem, bem como a criação efectiva de um sistema curricular e escolas com professores das várias línguas de Angola, para os filhos desses povos... a fim de estes puderem desenvolver as suas capacidades cognitivas adentro do desenvolvimento escolar, antes de chegarem na sua língua e cultura, ao idioma de unidade nacional... o português.

- Ficam assim prejudicados dois objectivos fundamentais para a unidade e desenvolvimento de Angola... o português fica para alguns... os escolarizados nas cidades... os donos de tudo: do poder, de se formarem, de terem os melhores empregos.. e de enriquecerem... para os outros... Os das línguas maternas para o interior... as províncias e zonas rurais... atirados para o desemprego, os trabalhos pesados, a ignorância, a prostituição e o crime... com o futuro adiado... e à espera da Independência que nunca mais chega!

António Jorge - editor e livreiro em Angola

Reflexões em dia de eleições em Portugal e a pensar em Angola

 

...e a pensar em Angola

Pela boca morre o peixe!

Se a nossa língua é a pátria... mais que a própria geografia do país onde nascemos ou vivemos.

- Se assim é... como é que a África e os países e povos africanos que tem uma língua oficial estrangeira... geralmente acessível apenas às elites e assimilados... e que foi imposta pelo colonialismo... responsável por séculos de escravatura... como idioma exclusivo ou oficial... se podem libertar algum dia?

- E se a este facto juntar-mos a discriminização e desvalorização que é feita às línguas africanas... onde milhões de crianças, (a maioria) por não falarem a língua adoptada como oficial, estão afastadas do sistema de ensino... e crescerem sem puderem ter acesso aos conhecimentos elementares... e que vivem na pobreza e nunca terão uma profissão condigna... transformados apenas... em biscateiros, varredores, lavadores de carros, carregadores, aguadeiros, catadores de lixo, vendedores de rua... prostitutas, traficantes ou como bandidos para sobreviverem e encherem as cadeias.

Como podem os Não alfabetizados no idioma oficial compreender e participar da vida colectiva de um país... como Angola que eu conheço.

- Ser um ser normal, numa escola, ter uma profissão, ter esperança e ter futuro?

Houve devido às várias guerras no passado em Angola, e por razões de sobrevivência também, um êxodo... milhões de pessoas que fugiram das suas terras para as cidades... principalmente para Luanda... hoje com mais de oito milhões de habitantes... e que pela aculturação e urbanização... muitos hoje comunicam em português... claro que deficientemente, por conhecerem apenas alguns dos vocábulos da língua de Camões... e de Fernando Pessoa... que afirmou certa vez... "a minha pátria é a língua portuguesa"... e sabemos que é assim, nomeadamente quando nos encontramos na diáspora.

Esta dependência da língua portuguesa continuará a fazer com que... a libertação seja uma miragem... já que a aculturação continua a ser feita neste idioma... e agora de forma massiva e geral na sociedade angolana... e reforçada ainda pelos meios de comunicação em massa... nacionais e estrangeiros.

- Angola deveria ser constitucionalmente... no mínimo um país bilingue... e ter um sistema de ensino universal para todos, (como se comprometeu nas Nações Unidas) com a criação de escolas primárias e professores em línguas nacionais para as crianças nascidas e criadas nas línguas maternas, como transição para a língua oficial, de acordo com as principais línguas de Angola sem prejuízo e do aproveitamento das capacidades cognitivas das crianças, da sua cultura antropológica e como processo de extrapolação de um sentimento nacional abrangente e único.

António Jorge - editor e livreiro em Angola

Cartaz comemorativo

 

Cartaz comemorativo do meu regresso hoje, às minhas páginas principais do facebook, - suspensas arbitrariamente por eu denunciar, os crimes praticados continuamente… contra milhões de crianças do ensino primário e a delapidação de centenas de milhões de dólares pagos pelo Estado Angolano… e que o deixaram na penúria!

António Jorge - editor e livreiro em Angola

Fui testemunha directa do saque feito a Angola livre e Independente

Fui testemunha directa do saque feito a Angola livre e Independente.

E assisti revoltado ao esbulho feito à esmagadora maioria do povo angolano, vitima continuada e impotente e que chegou a vibrar por ignorância com o fausto e a riqueza faraónica dos seus dirigentes... por ser analfabeta e crédula, e orgulhosamente dizer: Angola é rica!

Vivi e participei durante mais de 20 anos... com o poder em Luanda. - Pela função superior que tinha e por eu ser branco e bem relacionado... pensavam que eu estava a trabalhar em Angola para enriquecer a qualquer preço... era mais um mercenário... e seria por isso, mais um seu aliado e que apoiaria as suas práticas criminosas e perversas contra o povo e a sociedade.

Alguns depois, com o tempo... e me conhecerem melhor... afastaram-se de mim e tentaram tramar-me... até entre outros casos graves de perseguição, pensavam poder expulsar-me de Angola, feito protagonizado por oriundos das famílias importantes criadas antes da Independência... um que foi durante muitos anos, Ministro da Educação e da Cultura e um ex.chefe da Casa Civil da Presidência da República de Angola.

Outros... tratavam-me como comunista, pensavam que me apoucavam por isso... e riam por acharem que eu era burro, por rejeitar a riqueza que me ofereciam e que até estava acessível a mim.

De tal forma que até e apesar da intervenção directa da nova Casa Civil da Presidência da República... impedirem-me de trabalhar legalmente por falta da renovação do cartão de residente junto do SME-Serviço de Estrangeiros de Angola... tentaram expulsar-me de Angola... apesar de eu ter mulher e filhos angolanos... e como estrangeiro residente que era, impedindo-me e constrangendo a minha vida e gestão como director geral da Livraria e da Editora Mensagem, nomeadamente junto dos bancos e entidades oficiais.

- E devido a isso... uma empresa gráfica em Portugal, a Editora do Minho. SA em Barcelos, (agora já falida) apropriou-se de quase 200 mil dólares da Editora Mensagem de Luanda, adiantados em 2012, que foram entregues como garantia para a execução de Manuais Escolares para o segundo ciclo. E ainda outros desmandos ilícitos e de utilização abusiva e ilegal do Estado Angolano.

Até destruírem a maior livraria de Angola, que foi a Livraria Mensagem, na baixa de Luanda... para apagarem os vestígios de saqueio à empresa.

É inenarrável o baixo nível ético e a falta de decoro pessoal e do tipo de pessoas, que ocuparam as cadeiras do poder em Angola, nomeadamente no pós independência desde finais dos anos 80.

E alguns durante mais de uma década, determinados a de forma rápida e grosseiramente... a enriquecerem à custa do Estado e do povo angolano, destruindo a nova ordem moral, política e social e os fundamentos de construção de uma sociedade mais justa, trazidos pela luta de libertação nacional e pelos ventos da história... a conquista da dignidade, a independência de Angola, depois de 500 de opressão, escravatura e do colonialismo... e do analfabetismo do povo que explica esta forma selvagem de exploração... ainda por resolver.

Angola... a precisar de bons exemplos e boas práticas do poder e fervor nacionalista, para ser reconstruída uma pátria nova e livre das sequelas herdadas do passado, uma Angola sofrida e humilhada e pilhada durante séculos.

Uma Nação que herdou 94% de analfabetos, a precisarem de tudo desde a saúde, educação,etc.... dirigidos por um novo poder opressivo adepto da cleptocracia... explorando sem dó nem piedade, pelos mesmos privilegiados de antes e do pós independência... de origem das famílias poderosas de Luanda escravista e colonialista... dos assimilados do poder formados e formatados pelo poder colonial português... para antes e depois da Independência.

E que após o fim da influência de Neto, o pai da independência angolana e primeiro presidente de Angola livre do colonialismo... mas não das trevas, das suas heranças, taras e sequelas do colonialismo, que precisa de gerações educadas para a sua erradicação.

...pela sua morte física e o contexto da época, e determinada pelas alterações geo-políticas ocorridas no Mundo, desde o fim dos anos 80... acabariam, por imposição exterior; dependência e adopção de políticas anti-sociais do tipo neo-colonialista e de uma economia selvagem e propositadamente irracional para facilitar pela corrupção e a cleptocracia o enriquecimento das elites... os assimilados do poder e casta exploradora dos mais fracos... a esmagadora maioria dos angolanos.

Por ironia do destino ou Não: - Foi este o Ministro da educação e cultura que mandou destruir o maior monumento da memória da escravatura em Angola - O Maior Solar de Angola, conhecido como Palácio Dona Ana Joaquina, a mais rica e poderosa escravocrata do Ndongo - Angola, e fez a maior universidade privada de Angola... onde existiu uma escola primária... e por agora mais não digo por decoro e respeito por Angola!

António Jorge - editor e livreiro em Angola

20 de setembro de 2019 Nenhuma descrição de foto disponível.

Angola

As nuvens carregadas... sobre a pátria angolana estão a começar a desvanecer

Começam a perfilar-se em Angola finalmente…

Os corruptos a irem a tribunal para explicarem como enriqueceram!

Parabéns - Presidente da República de Angola João Lourenço, pela coragem e patriotismo!

 

António Jorge editor e livreiro em Angola

ANGOLA E A GRANDE QUESTÃO!

O Azimute - Estratégico para o desenvolvimento decisivo de Angola

…e a única forma efectiva de se pôr fim ao cancro do poder da corrupção de Luanda.

A cidade de Luanda, é um imenso caldeirão que tritura e queima… todas as outras culturas de Angola desde os tempos do Reino do Ndongo e do poder do colono. Que aumentou de forma exponencial e desordenadamente também, em consequência dos refugiados de todas as partes de Angola, fugidos à fome, às atrocidades e às sucessivas guerras.

É uma cidade que pela sua dimensão e impactos de toda a ordem, para quem vem de qualquer parte de Angola, esmaga, atrai e se impõe, tal é a desproporção.

Hoje Luanda com um terço da população de Angola, é o grande mal que impede Angola de se desenvolver harmoniosamente e se libertar das influências e das taras do passado da assimilação… fermentadas durante séculos em Luanda, e que continua a impedir Angola de se libertar das sequelas, hábitos e da cultura dominante impregnada pelos colonialistas portugueses… e das famílias crioulas criadas desde os tempos da escravatura, que durou até ao fim do século XIX… e posteriormente pela ideia concretizada do colonialismo português, criar uma pequena burguesia de origem africana, para manter o domínio no pós independência… uma solução neocolonial que mesmo na sequência do 25 de abril, ainda assim se tentou impor para Angola.

Essa burguesia africana que foi criada no passado para servir Portugal colonialista, foi fortemente aumentada após as decisões impostas pela Tróika internacional a Angola em Bicesse-Portugal, e estão hoje relacionados com o poder político, económico e financeiro… e a grande corrupção.

A lógica da cidade de Luanda capital criada pelos colonizadores portugueses, estava associado ao contexto das capitanias hereditárias do rendoso negócio desumano da escravatura… tal como Benguela… foi por aqui que cerca de dez milhões de escravos foram parar ao Calunga… o mar desconhecido... o infinito.

Os portugueses depois das decisões da Conferência de Berlim -1884-1885, que está associado directamente com os interesses da Inglaterra, e relacionado com a revolução industrial e exigências de outras potências europeias que também exigiam colónias em África. Portugal sentiu também a necessidade de mudar a cidade capital de Angola, de Luanda para Nova Lisboa, que foi fundada em 1913, o actual Huambo… e admitiam até, poder vir a ser a capital económica de Portugal, nos princípios do século passado.

A cidade capital de Angola tem de ser num local radial que influencie o país em todas as direcções e além do mais, porque só mudando a capital, se pode dar uma machadada definitiva na corrupção concentrada pelos vários poderes… em Luanda, e que corrói e mata Angola, hoje sem saída e sem soluções.

Segundo a opinião de um estudioso de origem angolana, conhecedor da realidade angolana, o Martinho Junior, antigo guerrilheiro, nacionalista, oficial militar de patente superior e que é um estratêga… de e sobre Angola, acha que a capital deveria ser no Bié, em Camacupa (Kamakupa) a, por razões estratégicas de futuro e se situar na região das grandes nascentes de Angola.

- Camacupa, onde se situa o centro geodésico de Angola, construído pelos primeiros aviadores que por ali passaram, foi homologado pelos serviços de cadastro em 1948, chegando à conclusão que de “Norte a Sul, Leste a Oeste” a sua distância era igual.

Assim, fora do poder dos assimilados de Luanda, Angola ganharia em todas as frentes, inclusive na saúde e educação para todos… que não existe.

Os filhos de Angola, nascidos e criados no ambiente materno das suas línguas… e que são a grande maioria, estão fora do sistema de ensino… apesar de Angola ter assinado o Programa do Millénnio das Nações Unidas em 2000… até ver nada se fez de importante por Angola e os angolanos... e o futuro continua a marcar passo!

António Jorge editor e livreiro em Angola

Culturas de Angola

A cultura angolana é por um lado tributária das etnias que se constituíram no país desde há alguns séculos - principalmente os Ovimbundos, ambundos, congos, chócues e Ovambos.

Por outro lado, a influência colonial portuguesa, que esteve mais presente na região de Luanda e mais tarde também em Benguela a partir do séculos XVI, ocupando o território correspondente a Angola de hoje, durante o século XIX e mantendo o poder e controle do território até 1975.

- Esta presença redundou em fortes influências culturais, a começar pela introdução da língua portuguesa, da cultura Ocidental e do cristianismo. Que se nota e é sentida, particularmente nas cidades onde hoje vive mais de metade da população angolana. Que num lento processo de fermentação de uma sociedade ainda muito marcada pelo poder da assimilação... e do analfabetismo de grande parte das suas gentes, e principalmente dos falantes em línguas maternas... a esmagadora maioria, que continuam abandonadas à sua sorte, sem uma estrutura escolar de escolas e sem professores... e que apesar das tentativas durante a luta de libertação nacional e da independência em 1975... uma tentativa interrompida pelas circunstâncias impostas em consequência do contexto histórico internacional, e de que Angola foi vitima...

ainda se mantém e assim continua até hoje... com a assimilação do e no poder.

António Jorge editor e livreiro em Angola

Não é tarefa fácil!

Importante para mim Não são as verdades do que digo sobre Angola!

- Importante mesmo, é o futuro de Angola e do seu povo e a sua luta decisiva pelo desenvolvimento e justiça social.

Contra as sequelas do passado da assimilação que se refletem na natureza e corrupção do Estado e da sociedade.

Eu publico e apoio para apoiar a luta contra o flagelo - Que é a corrupção… que tem as suas origens e causas no passado escravista e colonialista e da aculturação dos costumes... a esses interesses perversos.

Por isso apoio a luta do Presidente da Republica de Angola …e sei das limitações

...porque o peso do passado… Ainda tem muita força!

António Jorge

Acorrentados

As sequelas da aculturação e dependência ao poder dos escravocratas do passado... e dos assimilados no presente - continuam a fazer sofrer e prender o povo às correntes físicas e mentais da ignorância e da opressão ainda marcados e presentes no inconsciente do povo!

- Os escravos, os africanos caçados nos tempos do kuata, kuata, (agarra, agarra) eram presos e vendidos no local que é hoje conhecido por Largo do Baleizão junto ao forte de S. Miguel em Luanda...

Embarcavam acorrentados nas Portas do Mar... junto da Alfândega, (no local onde esteve o Padrão dos Descobrimentos, junto do edifício dos Correios) rumo a um Mundo desconhecido para eles... O Calunga... homens, mulheres e crianças... para muitos milhares de quilómetros de distância... nas Américas... do Norte, no Caribe e do Sul...

Acorrentados e arrumados... como de uma qualquer mercadoria se tratasse - e destes 20 a 25%, morriam pelo caminho, devido à distância e à falta de condições humanas.

António Jorge

18 de agosto de 2019

O combate à corrupção em Angola encalhou, nos navios negreiros...

O combate à corrupção em Angola encalhou, nos navios negreiros... das famílias tradicionais escravocratas e assimiladas do poder... em Luanda.

Angola à flor da pele!

A teimosia insana e perversa, acabará por ter o seu fim! Podem ter a certeza. …Independentemente do castigo ou Não dos corruptos!

…ou para manter… o que de bom se fez… para alguns Que é o que está feito?

Todo o Mundo é composto de mudança!

Lamentável e obsceno, como o poder em Angola se porta. Ao ponto de protegerem os corruptos e as suas empresas e interesses perversos.

Uma das dívidas à Editora Mensagem por fornecimentos feitos ao Estado Angolano em maio de 2012. É do Ministério da Educação, que endossou essa responsabilidade… sabe-se lá porquê Para a Editora das Letras de Luanda.

Editora das Letras, que é dirigida pelos testas de ferro estrangeiros, e que foi criada no âmbito da corrupção na educação. E que até hoje não se digna sequer, acabar de pagar e honrar os compromissos assumidos… a dívida do Estado Angolano, à Editora Mensagem!

António Jorge editor e livreiro em Luanda

Editora Mensagem em 18 de agosto de 2019

Calunga... o infinito... mar

Calunga - O infinito... Os escravos embarcados para as Américas não sabiam para onde iam... e diziam que iam para o Calunga... o infinito.

- Alguns apontamentos essenciais, para a compreensão do problema da luta pela educação em Angola e a natureza do poder político.

- Desde há dois meses que venho publicando, diariamente textos sobre este momentoso assunto, de tal forma importante para Angola, o seu povo e para mim... porque entre outras razões, sou editor de livros escolares em Angola... pelo que sou também um agente da educação e parceiro do governo pela Editora Mensagem de Luanda.

Por isso, criei novas ferramentas de luta pelo esclarecimento, principalmente para chegar ao povo de Angola e ajudar ao despertar do debate sobre o estado da educação em Angola e do processo da corrupção a ele associado... desde há muitos anos a corrupção na educação e sociedade se instalou, e tem permitido o enriquecimento de alguns, pelo crime continuado cometido contra as crianças que vão para a escola sem livros... apesar de pagos pelo Estado Angolano, numa gigantesca fraude.

As ferramentas que criei recentemente, desde meados de junho passado, são a Página da Editora Mensagem e também, o Site da Editora:

https://www.facebook.com/editorlivros/ - Página Editora Mensagem https://www.editorjorge.com/442939655 - Site Editora Mensagem 

Sabia de antemão que o poder está-se nas tintas... para estas graves acusações, sem capacidade para me desmentir, porque sabem bem, serem verdade... e ter eu provas do que digo e afirmo.

Estive a viver e trabalhar em Angola 24 anos, onde ainda sou director executivo e editor da Editora Mensagem em Luanda... e sabia que ia ser assim... não sabem reagir por razões de cultura de poder autoritário e não saberem negociar e sair honrosamente de situações delicadas... são teimosos, não sabem o que é decoro nem responsabilidade pública e política.

Não tem um pingo de vergonha.

Foi demasiado fácil a sua ascenção ao poder... a partir do inicio dos anos 90 do século passado... a cavalo na Tróika que negociou o Acordo de Bicesse, sob a eufemistica consigna... da abertura para a chamada democracia e da economia de mercado neo-liberal, imposta, no quadro do contexto internacional, que é o do fim da URSS.

- Além de teimosos e pouco preocupados com as questões de ordem moral e de ética de Estado... as velhas famílias tradicionais e importantes de Luanda, são famílias que dirigiram durante séculos o negócio escravocrata e a guerra do kuata, kuata... (agarra, agarra) como pombeiros... e dirigiram a caça aos negros para os exportar para a escravatura nas Américas.

Como historicamente está provado, o negócio do mercado dos escravos em Angola, era dirigido por africanos de confiança e ao serviço dos portugueses escravocratas. Só a partir da Conferência de Berlim entre 1884-1885, altura em que a África foi retalhada em função dos interesses imperiais e colonialistas das potências europeias de que Portugal fazia parte... os brancos e muitos idos na altura de Portugal, puseram em causa esse poder africano das famílias escravocratas em Luanda, criando-se entre estes conflitos de interesses, apesar de nesta altura, ter sido já publicada uma lei contra a escravatura... do Marquês de Sá da Bandeira... 1869, mas que,... e apesar do período de transição até 1875, os esforços feitos não conseguiu parar o vergonhoso negócio da escravatura clandestina para a Europa e Américas, principalmente.

- Como se sabe a Lei Áurea no Brasil, que aboliu oficialmente a escravatura no Brasil, foi publicada pela Princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, esta Lei... pôs fim ao principal mercado de escravos das ex. colónias de Portugal, que iam prodominantemente para o Brasil.

Em imagem da época a Casa Grande ou Palácio de Dona Ana Joaquina - Século XVII, no Bungo em Luanda - a maior de Angola.

Testemunhos antigos das origens das elites assimiladas de Angola no poder, que foram transformadas posteriormente pelo colonialismo português do Estado Novo, numa burguesia nacional africana, fiel aos interesses portugueses, para impedirem ou atrasarem a independência nacional... com a preocupação e em face dos rumos do Mundo, poderem ser a solução neo-colonial, de que Angola era a primeira preocupação e como tal reconhecida como jóia da coroa por Portugal colonial fascista.

Já no periodo de independência, acabariam estas elites assimiladas, por ganhar força e de novo protagonismo político e económico, e se alcandorarem ao poder, após o Acordo de Bicesse, realizado em 1991, e que em função dos desaparecimento da URSS e da vitória do neo-liberalismo Mundial, se tranformariam nos representantes Ocidentais, nomeadamente, dos interesses norte-americanos e da Europa Ocidental, apesar de algumas resistências nos primeiros tempos dos nacionalistas à esquerda, no MPLA.

 

Na imagem:

- A casa palaciana da famosa comerciante de escravos: Dona Ana Joaquina, 1788-1859, foi herdada de seus pais e ficava no Bungo em Luanda. Tinha um subterrâneo até à Baia de Luanda, por onde os escravos passavam para embarcarem para as Américas em Navios negreiros nas Portas do Mar, que fica junto da antiga Alfandega.

A mestiça, Dona Ana Joaquina, conhecida no interior pelos nativos por: “Dembo Ulála“ era a mais famosa traficante de escravos de Angola e de uma frota de embarcações destinadas ao transporte de escravos para as américas.

Nota: O Solar, Casa Grande e Palácio de Dona Ana Joaquina... desgraçadamente foi demolido há alguns anos atrás, e assim se pôs fim ao mais importante monumento sobre a escravatura em Angola, e que aconteceu nos primeiros anos deste século... e que devido à polémica pública na altura... e que ninguém, cobardemente, aceitou assumir essa responsabilidade política ... sendo reconstruido, segundo a ideia aproximada da traça original.

Não é a mesma coisa, nem tem o mesmo valor histórico!

Eu ainda conheci este palácio, tal como era no passado... de diferente ...as escadas de acesso à porta principal e as varandas em ferro forjado... as varandas originais eram em madeira.

 

António Jorge - editor e livreiro em Angola

15 de agosto de 2019 

 

Kalunga-Calunga:

Etimologicamente, este termo se originou a partir do quimbundo ka’lunga, que significa literalmente “mar”, mas também pode ser usado para transmitir a ideia de “imensidão” e “grandeza”. Os negros utilizavam este nome para se referir ao deus dos missionários católicos (Deus), pois consideravam-no vago como a imensidão do mar.

AQUILO QUE EU NUNCA PENSEI… NEM QUERIA TER DE ESCREVER UM DIA - SOBRE ANGOLA!

AQUILO QUE EU NUNCA PENSEI… NEM QUERIA TER DE ESCREVER UM DIA - SOBRE ANGOLA!

Por razões internacionalistas, de ser Angola a minha segunda pátria e a dos meus filhos angolanos e do respeito que me merecem os povos africanos em geral... e pela passado de luta de libertação nacional!

- Só o faço pela ausência de ética e de falta de responsabilidade de Estado… em meu nome, porque fui e estou lesado moral e comercialmente e também em nome de milhões de crianças angolanas lesadas, que não tem quem as defenda... e com pesadas consequências para o futuro delas e de Angola!

 

- Sabes quantos alunos no pré-primário e primário estavam abrangidos pelo Ensino Universal e Gratuito Para Todos em Angola em 2009?

6.000.000 (Seis Milhões de alunos) ? Sabes qual era o numero de manuais por classe de alunos: 10 Ensino Pré-Primário e Primário: 70 manuais diferentes, correspondentes a 70 livros, para as 7 classes.

(Não incluo aqui, os livros do professor nem os equipamentos escolares, nomeadamente as carteiras para os alunos).

Preço médio facturado por livro pelas gráficas: 3 dólares em moeda nacional. Valor Médio Estimado por aluno: 10 livros = a 30 dólares. Agora multiplica 30 dólares por 6 Milhões de alunos.

Quanto dá?

Isso mesmo: 180 milhões de dólares/ano.

Onde estão os livros que o Estado Angolano pagou em teu nome?

(as gerações de crianças estudantes do ensino primário da reforma escolar de 2002 - 2015)

Para onde foram esses rios de dinheiro… Queres saber?

Foram para os paraísos… mas… fiscais, bancos internacionais, grandes carros, Yates e propriedades em Angola, na Europa e nos Estados Unidos.

Para uns o Paraíso… até sala de cinema tem em casa equipada com dezenas de poltronas eléctricas… para recostar e descansar… à custa da ignorância de milhões de crianças.

- Para os outros a maioria do povo… a falta de livros escolares para as crianças aprenderem e se desenvolverem, de apoio médico e medicamentoso decente, e sair da miséria e da fome, da má nutrição, dos mosquitos… e do paludismo!

 

importante:

Em entrevista feita este ano, a Ministra da Educação diz haver já mais de dez milhões de alunos no ensino primário, primeiro e segundo ciclo.

Não desistirei enquanto não se assumirem!

António Jorge editor e livreiro em Angola

O caminho faz-se caminhando

...e a vida é um caminho difícil que todos temos de percorrer bem ou mal...

depende do lugar ou país onde nascemos, das condições, aptidões e das oportunidades.

Quer dizer, que uma parte da responsabilidade por uma vida melhor ou pior... dependerá sempre da atitude perante a vida de cada um de nós... e dos seus progenitores.

- A outra parte é da responsabilidade do país onde nascemos... e se os governantes de um qualquer país... não forem sensíveis ao desenvolvimento social e à construção de sociedades harmoniosas e equilibradas, preocupadas com a justiça social.

- De que a educação escolar das crianças, é o alicerce principal e a prioridade das prioridades... e dever ser a primeira preocupação de um Estado... para a felicidade do seu povo.

Se assim não é - Então esses governantes devem ser considerados responsáveis moralmente pela infelicidade do povo e condenados como criminosos políticos e sociais!

António Jorge

A FALTA DA EDUCAÇÃO - É A MAIOR TRAGÉDIA DA ÁFRICA!

A maior tragédia da África e dos africanos

- Foi o roubo da educação.

Maior ainda que o saqueio das riquezas e do genocídio e drama humano de milhões de africanos escravizados durante séculos, em África, na Europa e nas Américas!

Porque sem educação e dependentes do idioma e da influência cultural dos colonizadores no passado e no presente.

Continuam sem a principal ferramenta para o seu desenvolvimento, autónomo e independente.

E hoje… depois de recuperadas as independências dos povos da África Subsariana, continuam as mesmas amarras… culturais, políticas, sociais e económicas, que condicionam as verdadeiras vias para um desenvolvimento possível e sustentado.

É trágico para os povos e países africanos, e que foram sujeitos ao roubo do seu desenvolvimento histórico natural.

O peso da assimilação a outros povos e línguas durante a longa noite secular de trevas e opressão.

Que criou as elites africanas exploradoras à imagem do colono. Que são, uma consequência da assimilação imposta do antigo poder colonial para dominarem.

De tal forma… que os africanos no passado e no presente ainda… se sentem inferiorizados nas suas culturas e línguas nacionais e até mesmo nos seus sobre-nomes de africanos!

- Tal é o peso cultural da alienação provocada pela assimilação.

- SEM EDUCAÇÃO PARA TODOS NÃO HAVERÁ NUNCA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA E DOS AFRICANOS!

- ANGOLA ASSUMIU E ASSINOU EM 2000 NAS NAÇÕES UNIDAS O PROGRAMA DO MILLÉNNIO - NO ÂMBITO DO PNUD, MAS ESQUECEU-SE DE CUMPRIR ESSE DISIDERATO NACIONAL A QUE ESTÁ LIGADA A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO… PARA TODOS!

O DEVER DA EDUCAÇÃO, É A QUESTÃO MAIS SÉRIA A REALIZAR PELO PODER - PORQUE TUDO O RESTO, É REFLEXO DISTO!

- A assimilação feita durante séculos nas cidades, criou uma espécie de pequena burguesia nacional e uma classe dominante… Os assimilados… e atirou para a miséria e ignorância a maioria do povo… o povo das províncias… nomeadamente os que não falam a língua do colonizador!

António Jorge editor e livreiro em Angola

10 de julho de 2019 

Desiludam-se... a luta vai continuar!

Desiludam-se… a luta vai continuar!

Romper o cerco e o boicote comprado na net
…e de falta de Ética de Estado.

- A questão dos livros escolares
do ensino primário
- é um crime lesa-pátria, cometido contra as crianças
e o futuro de Angola.

A luta pela verdade tem de continuar, até que se faça justiça
e se afastem os corruptos da educação… pela ignorância.

Este caso concreto… mostra como é falso o combate à corrupção
e põe a descoberto, todos os tolos alienados… de lá e de cá,
que por incapacidade ideológica e razões políticas perversas
…ainda acreditam no nada… e em alguns mitos que ainda sobram do passado.

E nem sequer compreendem que os problemas de Angola de hoje...
…são o reflexo da falta de seriedade na educação do país desde há quase 30 anos
...quando a luta de libertação nacional acabou!

 

 

António Jorge editor e livreiro em Angola


Editora Mensagem -

Luanda
9 de agosto de 2019

Publicação do dia 7 de julho de 2019

Nada me anima contra Angola… Pelo contrário!

- Sempre defendi Angola, a África e os africanos… desde que me conheço... e disso tenho plena consciência.

Fui e sou desde muito novo um militante pela libertação das ex. colónias e apoiante dos movimentos de libertação nacional africanos, estudante e militante esclarecido que participa contra a opressão e submissão dos povos africanos… que deu ajuda que podia dar... e continua por essas causas desde os tempos difíceis da ditadura em Portugal e das ex.colónias africanas, que sempre acreditou em Angola livre e independente...

Angola onde trabalhei pela mais importante causa de um povo… mais de 20 anos… a causa da Educação Escolar… Porque sem educação de todo um povo… as amarras ao colonialismo e suas sequelas permanecem... e a assimilação colonial continuam… embora sob novas formas e dependências…. externas aos interesses da África e dos povos africanos… vitimas de um holocausto secular… apesar de ainda não ter sido reconhecido internacionalmente como tal… lamentavelmente.

A África continua a sua deriva histórica à espera de melhores dias e desenvolvimento… que continua adiado… porque não tem paz, nem tem ajudas externas sinceras… e as que tem é para manterem a África dependente e a exploraram mais e mais ainda... a África e os seus recursos naturais… e que explicam as guerras trazidas de fora para dentro, as divisões étnicas e geográficas e que por isso continua adiada a verdadeira renascença africana.

- Por isso não vou desistir da luta pela educação em Angola, pelas crianças em idade escolar... vitimas de um esbulho continuado pelas suas elites opressoras anti-nacionais… que a partir do poder e por via directa ou indirecta apenas procuram enriquecer e muito… e gerir como capatazes do povo… os interesses e as riquezas naturais da África, para servirem os interesses hegemónicos do Hemisfério Norte.

Como entender que… quem pode e manda em Angola… não reaja e tome medidas efectivas de luta contra a corrupção do Estado Angolano… e da influência perniciosa do que se vê a olho nu… de perverso e que que influência e hipoteca o futuro de Angola?

A maior riqueza de um país ou Nação… É todo o seu povo!

Que consequências… nomeadamente no plano mental colectivo… e transversal a toda a sociedade angolana? que se pode esperar de um povo sem educação… esvaziado das capacidades que só a educação poder dar… e que ficam por isso dependentes das capacidades dos expatriados…. e que exemplos se transmitem para o presente e o futuro de Angola… quando se aceita o enriquecimento continuado das elites assimiladas… que até pelos livros do sistema de ensino e do saberes essenciais roubados às crianças e ao futuro… sem futuro... sem educação capaz em Angola!

Porque se protege e até se escondem os responsáveis… que me levam a ter de continuar a escrever e denunciar… este estado de coisas... e que eu tento não dizer... e ainda tenho tanto para dizer e mostrar... se a isso me obrigarem.

- Porque continuo à espera de respostas mínimas… a que individual e profissionalmente tenho direito.

1 - Para quando a liquidação total de uma factura de fornecimentos feitos por mim em nome da Editora Mensagem - Luanda, em 10 de maio de 2012, ao Ministério da Educação de Angola… Facturas que aceitamos... que o referido ministério por falta de meios financeiros, nos liquidassem através de um acordo de endosso feito à Editora das Letras de Luanda… que é dirigida pelos testas de ferro do esquema da corrupção dos livros escolares e do assalto às estruturas, editoriais, produtivas e distributivas do Estado Angolano… e que tardam em respeitar e cumprir integralmente... um desaforo!

2 - A empresa Ideias & Conceitos, Lda… com a sua última sede conhecida no INIDE-Ministério da Educação… associada ao Estado para dirigir o dinheiro da corrupção… quando nos pagam os valores indevidos que fomos obrigados a pagar em 2011… por falsos direitos de licenciamento de manuais escolares, reclamados por essa empresa fantasma e que nos foi imposto ter de pagar… superiormente… pelo próprio Ministro!

 

- Se nem sequer tem força o poder para impedirem a depradação continuada na educação levada a cabo pelos testas de ferro... que até por sinal, são estrangeiros...

- Como acreditar ser verdade a luta pela moralização e a corrupção do Estado, contra o poder dos assimilados em Angola?

António Jorge editor e livreiro em Angola

Editora Mensagem - Luanda

Na imagem: O novo edifício da Assembleia Nacional de Angola, ao fundo à esquerda o edifício do Ministério da Justiça de Angola.